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Cuidados paliativos

 24/02/2010


Cuidados paliativos

O conceito de cuidados paliativos surgiu na Inglaterra na década de 1960, como hospice – termo usado nos tempos medievais para descrever o lugar de acolhida a peregrinos e viajantes – quando Cicely Saunders fundou o St. Christopher’s Hospice, em Londres, com o propósito de aliviar o sofrimento e dignificar o final de vida de seus doentes.

No final da década de 1980, os cuidados paliativos passaram a ser recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para pacientes com câncer, devido às características de evolução da doença. Segundo a OMS, para atender bem o paciente com câncer era necessário trabalhar com prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidado paliativo. Na época, a instituição definia cuidados paliativos como “tratamento voltado para pacientes fora de possibilidade de cura”.

Esse conceito foi substituído em 2002, quando se percebeu que as ferramentas poderiam ser úteis para todos os portadores de doenças crônico-degenerativas, que podem também levar à morte, mesmo que a longo prazo, como insuficiência cardíaca, Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, AVC e doença pulmonar grave. A partir dessa constatação, a medicina paliativa passou a ser definida pela OMS como “cuidado dirigido a pacientes e familiares quando diante de uma doença ativa e progressiva que ameace a continuidade da vida. Tem o objetivo de prevenir e aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida.”

Recentemente, no Brasil, o novo Código de Ética Médica incluiu pela primeira vez os cuidados paliativos como um de seus 25 princípios fundamentais. O paliativismo é voltado para o controle dos sintomas que incomodam o paciente, podendo ser de natureza física, emocional, social ou mesmo espiritual. A assistência também deve ser estendida aos familiares e cuidadores. O tratamento pode durar semanas, meses ou anos. O tempo não conta. O que interessa é quanto de desconforto foi aliviado da pessoa e como foi melhorada a sua qualidade de vida.


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