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O Paciente Crônico

 

Para que possamos falar sobre o paciente crônico é necessário esclarecermos que são considerados crônicos aqueles pacientes que são portadores ou adquiriram ao longo da vida, patologias que levam à necessidade de acompanhamento médico prolongado podendo evoluir ou não para a dependência parcial ou total para cuidados básicos de vida, ou seja, alimentação, higiene, deambulação, entre outras.

São exemplos de patologias crônicas: Diabetes Mellitus; Hipertensão Arterial; mal de Alzheimer; mal de Parkinson; Acidente Vascular Cerebral, entre outras.

Estas patologias podem acometer pessoas de qualquer idade, porém, os idosos são mais suscetíveis devido às gradativas alterações fisiológicas que, com o avanço da idade, limitam as funções do organismo, tornando-os cada vez mais dependentes para a realização do autocuidado o que leva à redução ou perda da qualidade de vida. Neste contexto, a hospitalização destes indivíduos passa a ser frequente e por longos períodos.

Nas situações de internação, principalmente naquelas em que o paciente apresenta uma mudança súbita na sua condição de vida, tornando-se parcial ou totalmente dependente de cuidados básicos, a família passa a ter uma importância vital no processo de cuidado deste paciente já que é ela que assumirá, no tempo devido, grande parte dos cuidados básicos necessários a este paciente. Devemos lembrar, entretanto, que a assistência oferecida em um ambiente hospitalar cria dependências, tanto para o paciente quanto para o familiar, que dificultam o retorno ao lar. Desta forma, cabe ao hospital prepará-los para que retornem ao lar em condições físicas, psíquicas e sociais adequadas à nova condição.

Durante o processo de preparação da família, faz-se necessário a definição de um cuidador social, que será responsável por receber as informações, orientações e treinamentos oferecidos pela equipe multidisciplinar do hospital, este papel é, mais comumente, desempenhado por um membro feminino da família o que tem gerado inúmeros conflitos, pois, na atual condição sócio-econômica do país, a mulher está cada vez menos disponível para dedicar-se a este papel.

Em alguns casos, é possível pleitear junto ao convênio recursos que possibilitem cuidado técnico adequado às necessidades do paciente, porém, se concedido, não isenta a família da sua responsabilidade no processo de cuidar. Quando esta possibilidade não existe, a família, no papel do cuidador social, assumirá o cuidado integralmente, ficando a seu critério a contratação de profissionais ou outros recursos em caráter particular.

Neste contexto, a orientação e apoio da Instituição Hospitalar são imprescindíveis pois, auxiliarão a família no processo de aceitação da nova situação bem como na identificação das necessidades relacionadas à estrutura familiar e domiciliar , oferecendo alternativas que permitam a efetivação do cuidado relacionado a estes itens com um custo compatível.

Para tanto, a equipe de Programa de Gerenciamento de Pacientes Crônicos do Hospital Samaritano oferece informações diversas além de indicações de recursos que podem auxiliar aos familiares de pacientes acometidos por doenças crônicas tanto no entendimento das diversas necessidades do momento como na aquisição de bens e serviços relacionados a assistência deste paciente no domicilio.

Enfª Carolina Andreza Ferreira
Coord. Programa Gerenciamento de Pacientes Crônicos
Telefone: +55 11 3821-5589
E-mail: carolina.ferreira@samaritano.com.br